quarta-feira, 30 de junho de 2010

Erros e Acertos


Eu acabei de escrever 15 linhas

Pensando que talvez fosse superar meus problemas

Eu pensei em escrever sobre as caídas, as barreiras

Eu tento descrever os meus dilemas

Meu egoísmo não me permite escrever sobre outro alguém

Eu sempre conjugo o verbo amar

Me arrependo logo depois

Não consigo corrigir os erros que deixei

Foram 15, entre cinquenta tentativas que marquei

E não consigo me alegrar nas que acertei

O meu erro é incomensurável, inaceitável

Eu perdi mil chances de ser alguém que gostaria

E confesso meus pecados intermináveis

E me envergonho de tais prazeres e vaidades

Eu gostaria de perceber todos os milagres que acontecem a minha volta

Falar sobre eles com clamor

E cometer menos erros nesta vida

Somente a poesia não me basta

A minha história já foi relida

Eu necessito de mais linhas

Escrever é um desafio que precisa de borracha

Acertar é uma meta entre necessidades minhas.



sexta-feira, 18 de junho de 2010

Migalhas


Migalhas de nada me servem

Pobre eu já sou

Pouco eu ja tenho

Não tenho sangue veloz nas veias

Maus tratos eu já recebo

Eu não posso correr

Não posso ficar na água

Não posso o álcool beber

Não posso me submeter ao frio

Não sei se posso escolher o nome de meus filhos

Não sei se devo ter

Tenho medo dos calafrios

Não quero enlouquecer

Eu só queria loucamente viver

Sem as migalhas da vida

Sem o flagelo da dor

Sem a impertinência das agulhas

Sem as dívidas do teu favor

Sem me exaustar de andar a pé

Sem desacreditar no amor

Sem o pavor de perder a fé

Sem preservar o que me sobrou.

terça-feira, 15 de junho de 2010

Sem razões



Eu me encontro inerte
Fraquejo quando entrego a minha dor
Me sinto ausente
Momentos que dividem minha vida, estou aflita.
À noite o que me aquece é teu calor
Invado espaços, rabiscos e embaraços sempre faço
Eu poupo aplausos
Caminho sobre as flores, amores são tão poucos pra listar
Te afago, te estrago, te impeço
Carinho eu sempre nego com meus gestos
Não sei dizer
Poucas palavras, as que foram já não voltam pra saber
Os meus desenhos, a minha história, minhas canetas coloridas de escrever.
Eu sempre peco
A vaidade é por querer
Desculpa te pedir desculpas sem ter culpa
Não conto estrelas
Adoro as letras, borboletas, tua voz a me dizer
Te amo sem ter porquê.

sábado, 12 de junho de 2010

Declaro o meu amor


O que eu sinto não é o tempo, ou o vento, não é circunstancial

O que eu sinto é bem complexo e real

Não há o que te prometer, não há como explicar ou dizer

Mas é algo forte o que eu sinto por você

É me embriagar de teus beijos

Me aconchegar no anseio dos teus desejos

Me aproximar mesmo querendo me afastar

Me emocionar mesmo querendo encorajar

O que eu sinto por você ja tentei descrever

Já desenhei teu rosto várias vezes

Já tentei disfarçar pra você não perceber

Descobri os teus segredos, perdoei os seus deslizes

E ainda é grande a vontade de te agradecer

O que eu sinto é gratidão, é respeito, é puro e verdadeiro

É uma imensidão sem fim

De amor que cabe no me peito.


Com carinho, ao meu noivo Douglas.
Feliz dia dos Namorados.



quarta-feira, 9 de junho de 2010

Recomeço


Tem dias em que eu fico assim

Tem dias em que eu não escrevo

Tem dias que eu não falo por mim

E tem dias que eu não te mereço

Hoje é um dia me que eu não sinto falta

Hoje eu acordei cedo e rezei por todos nós

Hoje eu tive vontade de cantar em voz alta

Eu senti uma fome tão veroz

Eu não tenho mais vontade de ficar só

Eu hoje sei que estar ao seu lado faz bem

Não me importo com as dores, a hora de tomar os remédios

Eu sei que a tempestade vai passar, ela vai e vem..

A noite quando esfriar eu dou um jeito e me aqueço

Eu acendo uma vela, me encolho na cama, rezo um terço

Tem dias em que eu não espero o que irá me acontecer

E nesses dias é que eu te reconheço

Amanhã desejo um dia de sol e que talvez possa chuver

Eu estarei aqui escrevendo um recomeço.