domingo, 2 de maio de 2010

Retrato de minha fé


O que eu sou tanto faz e tanto fez um dia,

Isso eu mesma já disse antes: não precisa de 'porquê'

Nem muito nem pouco, nem mais nem menos.

Nem boa nem má, cruel ás vezes.

Ah, se eu soubesse dizer tudo o que eu sinto, o que eu sou;

Eu diria sobre os meus sonhos intermináveis

Ah, se eu pudesse fazer tudo o que eu quero;

Eu quero muito mais que isso, mas eu amo tudo isso!

Tudo o que me cerca, tudo o que me envolve procurando respostas...

Respostas que eu nunca tenho para dar

Eu sou aquela que deseja viver

Cada dia e cada vez mais

Sou um pouco mais complicada do que se escreve

Escreva meu nome e meus dados em sua agenda

Mas não tente entender meus sentimentos

Saiba que sou feliz agora

Eu sou feliz porque tenho fé!

Sou torta, sou tola, sou morna...

Sou chata e te perturbo

Sou contente, sou pequena

Pareço frágil, mas sou forte... Quase de aço.

Sou uma pedra de gelo (por dentro) e seca!

Além de seca eu sou amarga

Mas quando quero, eu consigo ser doce...

Quando eu me deito eu tenho sono e tenho sonhos com você.

Quando eu te busco eu me perco em labirintos, em lugares vazios...

E quando eu vejo o livre vôo dos pássaros

É que sinto uma louca inveja desse dom

É somente assim, pois ainda tenho minhas raízes fincadas ao chão

Sinto-me até bem assim

Eis o meu momento de felicidade

A minha escolha egoísta é ficar só

Disfarçando na alegria os meus momentos dolorosos

Mas, acima de qualquer dor estou viva!

Escolhendo desafios tediosos

E diante os desafios eu estou em pé

Não temerei a esterilidade ou o câncer, nem mesmo a morte súbita.

Porque eu ainda tenho fé!




Poema escrito em 08/05/2008

Um comentário:

  1. Mirella, que texto lindo!!
    Parabens Flor!!! Cada dia mais lindo seu blog... ^^ Se cuida flor ;*

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